segunda-feira, 10 de junho de 2013

Realidade oculta: o problema não é gordura! Então qual é?
                
Na minha modesta opinião, a resposta é: o ser humano! Principalmente quando publicam estudos científicos cheios de falhas técnicas...

Afinal, qualquer orientação deve ser baseada em evidência científica...

Então não concordo quando leio estudos realizados com animais publicados em revista de nutrição humana, porque “fica no ar” uma sugestão de que resultados iguais podem ser encontrados no ser humano...

Só para ter ideia dessa extrapolação, saiba que muitas "descobertas científicas" que já leste e ouviste sobre gordura e colesterol aumentando risco de infarto e derrame surgiram de estudos com animais cujo padrão dietético era comer somente vegetais!!! Óbvio que os organismos desses animais, ao entrarem em contato com carne ou colesterol, não saberão processar isto, assim estes se acumulam e o bichinho tem um infarto...

Hipótese: você encontrou uma espécie animal rara que só come folhas, o que acontecerá se você der abacate para ela? Se acumulará no corpo do animal e causará problemas... Por mais saudável que o abacate seja para o homem, não é algo natural da dieta do animal, então não é saudável para ele...

A partir desse erro terrível, criaram-se orientações baseadas em falsas evidências científicas, isso desencadeou diabetes, hipertensão arterial, obesidade, disbiose, distúrbios de tireoide, problemas de raciocínio e muitos mais desordens...

No final do post deixei indicações de links, acesse depois e entenda detalhadamente a farsa das gorduras e do colesterol... Ali você concordará comigo que praticamente o mundo inteiro está sendo manipulado, afinal de contas, até 1900-e-algumas-décadas, a alimentação era totalmente diferente da atual e enfermidades como obesidade, câncer e infarto não eram problemas frequentes, ao contrário de guerras e revoluções...

Então qual a causa dos problemas? Existem 3 nutrientes que geram energia: carboidrato, proteína e gordura...

Devido à esses erros científicos, a recomendação de consumo de carboidratos aumentou, e isso levou as pessoas a não terem medo de consumir carboidrato, e realmente é incrível, quase ninguém tem medo de comer carboidrato, pensam que integral é sinônimo de saudável e que podem comer em toda refeição... Sendo integral ou não, continua sendo carboidrato e estimulando a liberação de insulina... Quem deseja emagrecer NÃO pode ficar estimulando a liberação de insulina, porque é um hormônio que impede a utilização de gordura como energia e ao mesmo tempo induz ao acúmulo de gordura... Então, nada de alimentos com muito carboidrato!

Agora, perceba como é a dieta da população no geral que pensa estar fazendo a coisa certa: Pão “integral” + café com leite desnatado e adoçante no desjejum, belisca uma fruta no meio da manhã, o almoço é normal (sempre me dizem isso, mas aí pergunto “o que é normal”, porque essa definição não existe), durante a tarde é fruta de novo ou torrada/barrinha de cereais que tem castanhas (como se a quantidade de castanha fosse suficiente), e durante a noite é igual ao Desjejum (claro, afinal jantar não pode, pois engorda)...

"Só tem carboidrato nessa dieta!"

Pergunta: se a pessoa me relata que come só isso (e acredito, porque o efeito metabólico do carboidrato é esse mesmo), qual a explicação para estar acima do peso, se já come pouco?

Provavelmente você já sabe a resposta para essa pergunta: cadê a proteína e a gordura da dieta? É isso que sacia, que mata a fome e emagrece...

Mas é boa mesmo para a saúde e emagrece? Com certeza! Olhem nesses links os estudos científicos, comprovem o resultado de uma dieta com pouco carboidrato e mais proteína e gordura...

A randomized trial of a hypocaloric high-protein diet, with and without exercise, on weight loss, fitness, and markers of the Metabolic Syndrome in overweight and obese women

















Segue o post original com todas as referências: Restringir gorduras ou carboidratos

Quando digo gordura, é aquela “de verdade”, natural do alimento, aí trocam banha de porco e manteiga por óleo de soja refinado, e de onde virá as vitaminas solúveis em gordura (A, D, E, K), se você substituiu o ótimo pelo péssimo?

E, ao contrário do estímulo global ao consumo de carboidrato, divulgou-se também (erroneamente) que muita proteína causa problema nos rins, porém você mesmo pode conferir no resumo do artigo Ingestão aumentada de proteína e funçãorenal:

While protein restriction may be appropriate for treatment of existing kidney disease, we find no significant evidence for a detrimental effect of high protein intakes on kidney function in healthy persons after centuries of a high protein Western diet.
Traduzindo:
Enquanto a restrição proteica pode ser apropriada para tratamento de uma doença renal existente, nós não encontramos evidências significantes de um efeito deletério por uma alta ingestão de proteínas na função renal em pessoas saudáveis depois de séculos de um dieta hiperproteica.


Pergunte aos mais velhos da sua família (nascidos no máximo até 1940) o que elas comiam durante a vida inteira, até chegar a década de 70, quando se “ACHOU” que comer muita gordura fazia mal... Pergunte também quais foram as causas das mortes dos pais e avós deles e como eram as dietas deles... A dieta das pessoas antigamente era muito melhor, e os problemas, bem menos comuns!

Não é incrível como atualmente se come pouca gordura e mesmo assim a incidência de infartos e derrames não diminui? De onde vem essa gordura que “fecha” as artérias? Como é possível comer pouco e não emagrecer?

As respostas não lhe parecem diferentes de tudo que já ouviste sobre gordura?

Então, leia esse artigo muito interessante, realizado em humanos:

Este estudo é epidemiológico, foram utilizados informações do governo, então a metodologia não é tão confiável (estudo duplo-cego com amostra aleatória e controlada é mais confiável), mas duvido que o resultado seja diferente mesmo se for o padrão-ouro que defini acima. O que quero falar desse artigo é: diminuir HDL não é interessante, e nunca sequer se imagina o impacto de cada nutriente no corpo humano...

Voltando ao que eu estava falando antes de abordar esse artigo... Como é o padrão alimentar atual? Dieta com ↑ carboidrato e ↓ gordura e ↓ proteína + deficiência das Vitaminas Lipossolúveis, de Ômega-3 e de Magnésio...

“Mas só isso já provoca essas doenças”? Infelizmente, sim...

Ainda farei um post exclusivo sobre Magnésio, o mineral mais importante para prevenção de doenças... Este mineral é o mais alcalinizante que existe, ou seja, diminui a acidez do meio. Quanto mais envelhecemos, mais ácidos ficamos, mais cálcio sai do osso, mais doenças aparecem, mais magnésio precisamos...

E o que espero a longo prazo como consequências desse padrão alimentar? Que a situação vá “de mal a pior”...

E se a pessoa chegar até os 70 anos, vem Alzheimer e Parkinson para “colaborar” antes do golpe final, geralmente “ataque cardíaco”...

Não pense que ser idoso significa ser doente! Quem planta colhe, quem realmente se cuida durante a vida inteira dificilmente terá problemas na velhice, e se aparecerem, serão mais fáceis de serem enfrentados...

Agora que você está lendo este post, você já pode questionar se está realmente se cuidando e preparando-se para a velhice...

Outra coisa: você é muito mais do que um exame de sangue...

Vou te explicar: digamos que seu peso era 100kg, sua circunferência da cintura era 120cm e não suportavas a idéia de sair de casa para realizar atividade física (por conta da depressão)...
Tinhas insônia, pesadelos, irritabilidade, apresentavas sintomas de depressão e tinhas crises de ansiedade (ir na verdureira no dia seguinte já causava ansiedade)...
Suas unhas eram fracas e os cabelos caiam muito, cada vez mais...
Tinhas sempre vontade de comer doces e costumavas ir ao banheiro para evacuar 5x/dia com fezes tipo 6, típica de irritação do trato gastro-intestinal, como já expliquei no post sobre fezes
Resultados de exames laboratoriais: triglicerídios 180mg/dl, glicose em jejum 150mg/dl, hemoglobina glicada 7,5%, insulina de jejum 15mUI/L, colesterol total 240mg/dl, Homocisteína 16mmol/L, Lipoproteína A 45mg/dl.

Tudo péssimo!

Então, após 1 ano se dedicando, uma reavaliação geral mostra (compare com a situação inicial, se não será difícil captar minha mensagem):

Você agora tem 81kg, sua circunferência da cintura é 92cm e você já está se programando para voltar a praticar atividade física...
Você consegue dormir a noite inteira sem se acordar uma vez sequer, nem lembra mais a última vez que teve pesadelos, acabou-se a irritabilidade, depressão é coisa do passado e a ansiedade transformou-se em alegria de viver...
Suas unhas estão firmes e seus cabelos estão crescendo novamente. A vontade de comer doces passou e o banheiro só recebe sua visita 2x/dia, sendo que as fezes estão no tipo 4 (maravilha)...
Agora, o ponto-chave que quero destacar, quando afirmei que você é muito mais que um exame de sangue...
Novos resultados de exames laboratoriais: triglicerídios 130mg/dl, glicose em jejum 55mg/dl, hemoglobina glicada 1,9%, insulina de jejum 3mUI/L, colesterol total 260mg/dl, Homocisteína 5mmol/L e Lipoproteína A 12mg/dl.

O colesterol aumentou!

E há algum problema nisso? Claro que não...

Primeiro: é preciso desvincular colesterol do contexto “ faz mal”... Colesterol é sinônimo de vida para a célula... Qual foi o artigo com método duplo-cego, com amostra selecionada aleatoriamente e controlado, etc, etc (confiável) que disse que isso é ruim???

Está tudo bem, leia novamente o texto em azul desde o início. O bem-estar não significa nada?

A bioquímica explica que gordura não circula solta pelo sangue, mas sim ligada  à proteínas (albumina) e à lipoproteínas (VLDL, LDL, HDL). Quanto mais gordura há na dieta, há mais necessidade de transportador, correto? Isso não significa algo maléfico, mas sim característico...

Nem falei de Homocisteína e Lipoproteína A, essas duas substâncias sim podem provocar um infarto se estiverem com alta concentração no sangue (perceba como há mais exames para serem analisados)... Homocisteína é perigosa

Espero que eu tenha feito você questionar seus paradigmas... Mas se não estás acreditando e ainda duvidas, mesmo após eu ter lhe fornecido referências para isso (como você pode compreender muito melhor acessando os links abaixo e relendo minha postagem depois), então continue consumindo 6 porções diárias de carboidratos, com isso você continuará na lista das pessoas com alto risco de desenvolver resistência à insulina, hipertensão arterial, Alzheimer, etc, etc... 

Finalmente, como citei durante o post, seguem alguns links interessantes para confirmar e aprofundar:













Li esse comentário em outro site, mas não consigo mais localizar a fonte: "Se Ovo fizesse mal, pinto nasceria infartado..."

E para acabar de vez com esse post, segue uma análise de artigo científico cheio de falhas técnicas (como já citei, estudar ratos e querer dizer o mesmo para o ser humano):

2 comentários:

  1. Fiz exame e o MAgnésio deu 1,7 (ref >1,8) é bom suplementar? minha alimentação é paleo. obrigada

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    1. Este exame realizado dosa o Magnésio no sangue (sérico), mas este nível definitivamente NÃO É CONFIÁVEL, apenas Magnésio "eritrocitário" (ligado na Hemácia, a "célula vermelha do sangue") mostra a verdade quanto ao nível de magnésio no corpo...

      É importante realizar este exame para COM PRECISÃO saber o quanto há de deficiência...

      Como Magnésio é o único mineral não-tóxico, suplementá-lo é muito interessante, manipulado preferencialmente na forma "citrato" e associado com Boro, um grande poupador de Magnésio (induz o corpo à eliminar menos magnésio)...

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