sábado, 3 de agosto de 2013

Glúten

Já pegou na mão uma massa crua de pão?

Faça o seguinte: tente fragmentar a massa com as mãos.

Difícil, né? A elasticidade do glúten impede que isso aconteça.

Essa ação é uma digestão mecânica, a mesma que os dentes fazem com os alimentos...

Tente mastigar pão cru, não conseguirás devido ao glúten.

Se a digestão mecânica já é complicada, imagine a digestão química, pelas enzimas digestivas, que é um processo bem mais complexo...

Amasse um pão francês assado e veja como fica o miolo.

Agora imagine isso em contato com a parede intestinal.

Esse miolo, devido à elasticidade, faz com a proteína (glúten) tenha uma difícil digestibilidade...

Aí a coisa complica ainda mais, já que o glúten será absorvido sem ser totalmente digerido (absorção de macromolécula), e qualquer proteína semi-intacta dentro da célula intestinal causa uma reação inflamatória...

Aí afirmo: os nutricionistas que não se aventuram pelo campo "funcional" e até o próprio Conselho Regional de Nutricionistas do Paraná questionam muito nossas atitudes quanto ao glúten, dizem que não temos embasamento científico para tirar essa proteína inflamatória da dieta das pessoas, que só quem tem doença celíaca precisa abster-se de glúten...

E só debruçar-se perante estudos envolvendo mimetismo ceular, já que glúten tem estrutura química semelhantes às células beta-pancreáticas (produtoras de insulina) e céulas tireoidianas. Com a reação ao glúten, desencadeia-se uma série de reações auto-imunes contra pâncreas e tireóide...

É bom também estudar hiper-permeabilidade intestinal, suas causas e consequências, já que o trato gastrointestinal tem função imunológica, destoxificativa, neurológica e endócrina.... Pensar que serve apenas para absorver nutrientes e excretar fezes não é prestar atenção nos artigos científicos...

Um comentário: